Linha, forma e cor, no Museu Coleção Berardo

A exposição coletiva, Linha, Forma e Cor está patente no Museu Coleção Berardo, em Lisboa, desde 22 de março até 16 de setembro de 2018.

“Inventar o mundo – Aquilo que não vemos
pode, mesmo assim, ser real.“
Gerhard Richter

Esta exposição centra-se na análise de um conjunto de obras da Coleção Berardo, em que os artistas utilizam livre e criativamente a linha, a forma e a cor – elementos que estão intrinsecamente ligados à nossa vida, a tudo o que vemos, tocamos ou sentimos e que podem ser considerados os principais blocos de construção da arte abstrata desde o início do século XX.

O aparecimento da fotografia no princípio do século XIX tornou incongruente toda a forma de pintura naturalista e imitativa e levou os artistas a debaterem, questionarem e rejeitarem o conceito de arte. Mas o século XX não se limitou a debater, questionar e rejeitar o conceito de arte, preocupou-se também em defini-lo e redefini-lo, testando as suas possibilidades através da multiplicidade de estilos e movimentos.

A presente exposição pretende, a partir de quatro artistas presentes na Coleção Berardo – Malevich, Mondrian, Josef Albers e Ad Reinhardt – analisar a arte abstrata, o enorme leque de ações e possibilidades expressivas que dela surgiram, através da grande tensão que existe entre os seus diferentes ramos (não-objetiva, não-figurativa, absoluta e concreta).

A arte abstrata surge no início do século XX, a partir das experiências das vanguardas europeias que recusam a herança renascentista das academias de arte e usam os elementos puros das artes visuais – como as cores, as linhas e as formas geométricas – na composição das suas obras, de uma forma não representacional e absolutamente livre.

Hoje, e com o distanciamento que o tempo nos permite, podemos concluir que a arte abstrata não foi unificadora, não aboliu a beleza nem eliminou o individualismo, antes pelo contrário, deu origem a inúmeras possibilidades  expressivas, algumas das quais tentaremos analisar nesta exposição através do jogo de conceitos, intuições e sentimentos que os artistas exploram e que nos provocam diferentes emoções e interpretações, tornando-as assim emancipadoras e renunciando às mensagens que nos são impostas.

A exposição conta com obras de  Josef Albers, Fernando Calhau, Alan Charlton, Noronha da Costa, José Pedro Croft, Ian Davenport, Fernanda Fragateiro, Al Held, Gary Hume, Ann Veronica Janssens, Peter Joseph, Yves Klein, Imi Knoebel, José Loureiro, Kazimir Malevich, John McCracken, Ana Mendieta, Piet Mondrian, Bruce Nauman, Ad Reinhardt, Pedro Cabrita Reis, António Sena, Ângelo de Sousa, Frank Stella, Hiroshi Sugimoto, Cy Twombly e Victor Pires Vieira.

Curadoria de Rita Lougares e Jorge André Catarino

 


Informações úteis: berardo

Museu Coleção Berardo

 

Horário

De Segunda-feira a domingo, das 10h às 19h (última entrada até às 18h30)

 

Morada:

Praça do Império, 1449-003 Lisboa, Portugal

 

Transportes:

Autocarros

729 – Carris (paragem Centro Cultural de Belém)

714, 727, 728, 751 – Carris (paragem Belém / Mosteiro dos Jerónimos)

Elétrico, 15E – Carris (paragem Centro Cultural de Belém)

Comboio

Linha de Cascais – CP (paragem Belém)

Barco

Transporte fluvial a partir de Trafaria ou Porto Brandão para Belém – Transtejo

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