Diogo Navarro, a libertação e a explosão da criatividade

Artista plástico que não tem medo de sujar as mãos, nem de pintar à chuva, Diogo Navarro cria explosões de cor aliadas à sua filosofia, com amor à arte e ao seu dom como artista.

Descrito por Nuno Lima de Carvalho (diretor da Galeria de Arte do Casino do Estoril) como estando na vanguarda do expressionismo lírico português, as obras do artista plástico são o resultado das suas inquietações e da libertação do seu íntimo.

Experimentador de materiais, Navarro não é tímido em utilizar o que está a sua volta para poder soltar o que lhe vai na alma, isto inclui não só as telas mas também madeiras, metais e afins, como ele mesmo diz “Se não pinto fico doente”, e para isso utiliza não só as vulgares tintas mas também metais, madeira, areia, vassouras, e tantos outros meios que o ajudam a canalizar a sua criatividade.

Experimentador de materiais, Navarro não é tímido em utilizar o que está a sua volta para poder soltar o que lhe vai na alma, isto inclui não só as telas mas também madeiras, metais e afins, como ele mesmo diz “Se não pinto fico doente”, e para isso utiliza não só as vulgares tintas mas também metais, madeira, areia, vassouras, e tantos outros meios que o ajudam a canalizar a sua criatividade.

Faces | imagem em diogonavarro.com.png
FACES | “Afeção total por segredos e aventuras. Viagem no momento da caminhadas de mãos dadas. A paleta que aqui jorra as cores da felicidade sentida.” (imagem e texto em diogonavarro.com)

A obra é como se um código que fica gravado e esse código vai continuar lá mesmo ele já não estando, e fica assim à mercê de quem o encontra.

Nascido em Moçambique em 1973, vive e trabalha maioritariamente em Portugal/Lisboa sem nunca perder ligação às suas raizes, no seu site temos a oportunidade de testemunhar a interação com as crianças locais no processo artístico, mas atenção, apesar deste tipo de colaboração poder parecer banal, lembramos nós, e lembra também o artista, das condições e da realidade destas crianças que, em muitas destas zonas, são vendidas aos pescadores e trabalham mais de 12 horas por dia desde os seus quatro ou cinco anos de idade, algumas delas são resgatas por associações e afins, outras nem por isso.

Filhos do coração:

https://www.youtube.com/watch?v=3SU31Ha50js

Navarro nageva no seu estilo e não se deixa apegar, o seu objetivo é explorar novas e mais formas de comunicar com o público, o certo é que existe sempre uma filosofia atrelada ao que produz, sejam paisagens ou representações do sentido da vida, ele solta as tintas nas telas, ou no que lhe serve como telas, e observa o seu destino. O fim da obra é também o fim da sua conversa, uma conversa que a partir daquele momento vai ser “ouvida” e interpretada pelos espectadores, Diogo Navarro é um dos artistas que compreende que o que faz pode dar mais aos espectadores do que ele imaginou na altura da sua produção, como ele mesmo diz em entrevista ao programa Estou nas Tintas da RTP2, a obra é como se um código que fica gravado e esse código vai continuar lá mesmo ele já não estando, e fica assim à mercê de quem o encontra.

Landscapes | imagem em diogonavarro.com
LANDSCAPES | Imagem em diogonavarro.com

Quanto ao seu estilo não há dúvida que sabe o que quer e como o quer, o artistaapresenta a consistência em espírito, e na prática apresenta a evolução da sua relação com o processo artístico, em entrevista ao Estou nas Tintas, Navarro explica: “Aqui há uns anos fazia obras mais elaboradas como forma de entender a parte académica, hoje em dia tento libertar-me um pouco desses canônes que vamos aprendendo para depois poder encontrar novos caminhos. No fundo, a arte ajuda-nos a entender muita coisa que não é óbvia, e o processo de mudança, evolução é o processo de equilibrio do homem.”

E é nesse seu processo de equilibrio e descoberta que Navarro sai do seu canto de produção e explora novas inspirações, o artista pega nas telas e assenta-as numa praia, num estábulo ou onde lhe fizer sentido e produz expôsto aos elementos. Em vários dos seus videos podemos fazer parte do seu processo onde o artista cria encolvido não só pelo local escolhido mas também envolvido pelas pessoas, música, materiais e luz, Navarro asborve a paisagem e transpõe-a para o mundo.

No fundo, a arte ajuda-nos a entender muita coisa que não é óbvia, e o processo de mudança, evolução é o processo de equilibrio do homem.

Performance de Diogo Navarro ao som de Cantos do Mar em 2015


Mais informações sobre o artista e fontes do artigo:

Diogo Navarro

Facebook

Diogo Navarro em África

Entrevista à revista Caras

LM Galeria de Arte

Entrevista Blog Templos do Sol

Exposição de Diogo Navarro Jardim Botânico Universidade de Lisboa

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